A Ilusão de Reformar o Islam

Nosso amigo Ali Sina, um dos mais destacados estudiosos e ativistas anti-islâmicos em todo o mundo hoje, é autor de Understanding Muhammad – A Psychobiography of Allah’s Prophet [Para Entender Maomé - Uma psicobiografia do profeta de Alá]. Publicada em 2008, a obra já é um clássico da literatura anti-islâmica, atualmente na quinta edição, e será lançada ainda este semestre em tradução para o português por DEXTRA, com exclusividade no Brasil.  Abaixo, um recente artigo seu sobre a futilidade da idéia de se reformar este culto de ódio, esforço que ele compara ao absurdo de alguém que se propusesse a reformar o Nazismo.

Ali Sina: Alisina.org, 22 de dezembro de 2010

Original: The illusion of reforming Islam

Tradução e links*: Dextra

Como o interesse em conhecer o Islam acabou pegando e o Islam está sob escrutínio, graças ao terrorismo islâmico, os ocidentais começaram a se perguntar onde estão os muçulmanos moderados. Bem, não há nenhum. O conceito é absurdo. Os muçulmanos vêem este assunto de forma diferente. Ou você é um ‘bom’ muçulmano praticante ou um mal muçulmano, um vira-folha. É este último grupo que os ocidentais chamam erroneamente de muçulmanos moderados. No que diz respeito aos muçulmanos, eles são ‘hipócritas’. Previsivelmente, os ‘moderados’ também confessam serem hipócritas. Eles dizem a você que acreditam no Islam mas não são bons muçulmanos. Lá no fundo, entretanto, eles pensam em tornar-se ‘bons’ muçulmanos depois que tiverem cometido todos os ‘pecados’ e aproveitado bastante a vida.

O Islam é de fato uma religião ruim. O problema com o Islam é o seu livro sagrado, não seus seguidores. Aproveitando-se desta confusão, uma espécie de muçulmanos veio com a idéia de “reformar o Islam.” Alguns destes “reformadores”  também ganharam algum reconhecimento entre os ocidentais incautos que depositaram suas esperanças neles, embora eles sejam amplamente ignorados e desprezados por seus correligionários muçulmanos.

Neste artigo, eu gostaria de discutir sobre se o Islam pode ser reformado.

Consideremos a etimologia e significado de ‘re-forma.’ Reforma vem do latim refōrmāre, que significa redimir, recuperar, renovar. Todos estes termos implicam em devolver algo à sua forma original.

Antes de falar sobre a reforma no Islam, vamos primeiro dar uma olhada na reforma no Cristianismo.

A Reforma Cristã

A Reforma Cristã começou como uma tentava de reformar, não o Cristianismo, mas a Igreja Católica. Muitos fiéis estavam angustiados pela Igreja e suas práticas, tais como a venda de indulgências (passagens para o paraíso) e a simonia (comprar e vender cargos na Igreja). Eles as consideravam doutrinas falsas e malversações dentro da Igreja.

Martinho Lutero, Ulrich Zwingli, João Calvino e outros reformadores protestaram contra estas e outras práticas e crenças da Igreja, como o Purgatório, a devoção a Maria (culto mariano), a intercessão e a devoção aos santos, a maioria dos sacramentos, o celibato obrigatório para o clero (incluindo o monasticismo) e a autoridade do Papa.

Nenhum dos exemplos acima são doutrinas do Cristianismo. Eles eram práticas da Igreja. Os reformadores protestaram contra a Igreja. Eles não desafiaram a autoridade da Bíblia. Eles propuseram que a Bíblia fosse lida literalmente. Rejeitaram as interpretações alegóricas das Escrituras e tomaram os textos do Velho e Novo Testamentos como uma espécie de lei constituída. As palavras significavam o que elas diziam; qualquer dificuldade, contradição ou significado obscuro era culpa do leitor e não do texto.

Qualquer coisa que não estivesse contida explícita e literalmente nas Escrituras devia ser rejeitada e qualquer coisa que estivesse contida explícita e literlamente nas Escrituras deveria ser seguida sem titubear. (fonte)

Esta é a essência da Reforma Protestante.

A Reforma islâmica

Uma reforma análoga já ocorreu no Islam. Esta reforma foi o Salafismo*.

Muitos ocidentais acreditam que Muhammad ibn Abdul Wahhab*, (1703–1792) é o fundador de uma seita extremista do Islam. Isto não é verdade. Abdul Wahhab não fundou uma nova seita. Ele foi simplesmente um reformador do Islam, do mesmo modo que Lutero Lutero esteve para o Cristianismo.

O núcleo do pensamento de Wahab é que o Islam era perfeito e completo durante o tempo de Maomé e seus companheiros e o seu declínio é o resultado de inovações religiosas (bid‘ah) e que uma emulação das três primeiras gerações e o expurgo das influências estrangeiras à religião resultará em um renascimento do Islam.

O conceito de que o Islam era perfeito em seus estágios iniciais é asseverado no Corão 5:3.

الْيَوْمَ أَكْمَلْتُ لَكُمْ دِينَكُمْ وَأَتْمَمْتُ عَلَيْكُمْ نِعْمَتِي وَرَضِيتُ لَكُمُ الإِسْلاَمَ دِينًا

“Hoje eu completei para ti tua lei religiosa e lancei sobre ti toda a medida de minhas bênçãos e alvitrei que a auto-entrega a Mim deverá ser tua religião”.

Abdul Wahhab, propôs que os muçulmanos deveriam evitar qualquer inovação e seguir os exemplos dos salaf (“predecessores” ou “primeiras gerações”), daí o nome de Salafistas.

O salafista (سلفي) toma os ancestrais piedosos do período patrístico do Islam primevo com modelos exemplares.

Esta crença não é uma invenção de Abdul Wahhab, mas está baseada em um hadith que relata o dito de Muhammad:

“O povo de minha geração é o melhor e depois os que os se seguem a eles e depois os que se seguem a estes últimos (i.e. as três primeiras gerações de muçulmanos)”. [Bukhari 3:48:819 e 820 e Muslim 31:6150 e 6151.] (Tabi‘in e o Taba‘ at-Tabi‘in,)

Em um outro hadith, Muhammad observou:  “Eu sou o melhor salaf para vós.” [Sahih Muslim: no. 2450]

A fim de demolir o mito ocidental de que Abdul Wahhab foi o fundador do Salafismo, é importante observar que ibn Taymiyyah (1263 – 1328) também foi um salafista.  Ibn Taymiyyah se opôs à celebração do aniversário de Muhammad e a construção de templos em torno das tumbas dos ‘santos’ sufis, dizendo: “Muitos deles [os muçulmanos] sequer sabem a respeito das origens cristãs [católicas] destas práticas. Malditos sejam os cristãos e seus correligionários.”

Um dos primeiros registros do termo “salafista” aparece no libro Al-Ansab, de Abu Sa’d Abd al-Kareem al-Sama’ni, que morreu no ano de 1166 (562 do calendário islâmico). Definindo o termo al-salafi, ele afirmou: “Esta é uma atributo dos salafistas, ou predecessores, e a adaptação de sua escola de pensamento, com base no que eu ouvi.” Ele então menciona os exemplos de mais estudiosos que estavam utilizando este atributo.

O desejo de reformar o Islam e retornar a seu estado prístino é na verdade uma idéia antiga. Abdul Wahhab, entretanto, foi bem-sucedido em dar forma a este conceito, que se consolidou graças aos reis sauditas*, que são seus descendentes, por via de uma de suas filhas.

As semelhanças entre a Reforma Cristã e a Reforma Islâmica

Há muitas semelhanças entre o Protestantismo e o Salafismo. O primeiro rejeita a devoção a Maria e aos santos e sua intercessão. Este último rejeita a devoção a Muhammad, sua intercessão e a intercessão dos santos islâmicos (tal como é praticado no xiismo). Ambos os movimentos querem levar seus fiés à sua pureza original e expurgar as inovações que foram acrescentadas à religião após a morte de seus fundadores.

A Dra. Ingrid Mattson, a mulher convidada por Hussein Obama para representar os muçulmanos na oração ecumênica da convenção presidencial dos Democratas e que é a presidente da Sociedade Islâmica da América do Norte (ISNA [na sigla em inglês]), quando indagada sobre se o Wahabismo [outro termo para a doutrina bárbara do Salafismo] era uma seita de extrema direita do Islam, respondeu:

“Não, não é acertado caracterizar o ‘Wahabismo’ desta maneira. Ele não é uma seita. É o nome de um movimento reformista que  começou há 200 anos atrás para depurar as sociedades islâmicas de práticas culturais e de uma interpretação rígida que haviam sido adquiridas ao longo dos séculos. Ele na verdade foi análogo à reforma protestante européia.”

O resultado da Reforma no Cristianismo

Embora a a Reforma cristã e a Reforma islâmica sejam quase idênticas em seu escopo e metodologia, o resultado foi muito diferente. A leitura literal da Bíblia tornou-se o fundamento de teorias sociais e da organização das sociedades protestantes e o fundamento da organização das colônias inglêsas na América.

Estes reformadores literalmente transformaram a paisagem filosófica, política, religiosa e social da Europa. Nós ainda vivemos em uma sociedade dominada pela teoria protestante de organização social.

O discurso político americano é essencialmente calvinista. Em outras palavras, sua organização social está baseada no significado literal das escrituras cristãs.

De acordo com Calvino e Zwingli, não apenas todas as crenças religiosas deveriam estar fundamentas em uma leitura literal das Escrituras, mas a organização da Igreja, a organização política, a organização social e a própria sociedade deveriam estar fundamentadas nesta leitura literal.

Lutero escreveu uma carta ao Papa Leão (que resultou em sua excomunhão da Igreja), na qual ele explicava a substância de suas idéias. A carta estava intitulada “Sobre a Liberdade do Cristão.” Esta carta explica o núcleo do pensamento de Lutero. De acordo com ele, a essência do Cristianismo é a “liberbade.”

É este o conceito que por fim deu origem à noção de liberdade individual, liberdade política e liberdade econômica.

A maior parte do Iluminismo europeu gira em torno da liberdade e do projeto de “libertar” as pessoas: libertá-las das falsas crenças, da falsa religião, da autoridade arbitrária, etc. – o que é chamado de “discurso de libertação.” Os ocidentais ainda hoje participam deste projeto do Iluminismo.

É por isto que os Estados Unidos invadiram o Iraque para impedirem um ditador de controlar a maior parte das reservas de petróleo do mundo, para libertar os kwaitianos e, uma década mais tarde, para libertar os iraquianos. É por isto que os Estados Unidos lutaram no exterior por quase quarenta anos, do Japão à Alemanha, Itália, Panamá, Nicaragua, Kosovo, Vietnam, Angola e Somália. Certo ou errado, a motivação foi sempre a mesma, libertar povos, parar ditadores, exportar a democracia e a liberdade. Esta idéia de “libertar” povos, de democracia, tão firmemente estabelecida na política internacional americana, vem da idéia luterana de “liberdade.”

(Para os que me atacam porque eu falo de Lutero, deixe-me esclarecer que não estou defendendo seu anti-semitismo. Estou apenas definindo o conceito de Reforma Protestante. Vamos separar os assuntos.)

Outros fatores também tiveram um papel nestas guerras, tais como a proteção dos interesses econômicos e políticos dos Estados Unidos. Entretanto, o denominador subjacente geralmente foi libertar os povos da tirania. Libertar povos  e defender os interesses americanos não são mutuamente excludentes.

Houve exceções, nas quais os Estados Unidos agiram puramente por interesses próprios, desprezando os direitos das pessoas. Um exemplo foi a derrubada do governo democrático do Dr. Mossaq*, o primeiro-ministro do Irã, em 1953, e o reimpossamento de um rei-fantoche que tornou-se um ditador.

Este não é o discurso dos esquerdistas. Os esquerdistas não têm nenhum interesse em libertar ninguém. Eles ficam felizes em lidar com os mais opressivos regimes, sem nenhuma preocupação sobre como eles brutalizam seu povo. [Veja-se o caso do governo do demagogo bufão Lula da Silva*]

O Resultado da Reforma no Islam

Qual é a essência da reforma no Islam? A essência da crença wahabita é que o homem não é livre, mas sim escravo de Alá. As pessoas são Ibad (escravos).

Este é um discurso diametricamente oposto ao discurso do Protestantismo e aqui está a diferença essencial entre o Cristianismo e o Islam.

Na superfície, há muitas semelhanças entre o Cristianismo e o Islam. Ambos acreditam em Deus, ambos confiam em um intermediário entre o homem e Deus, ambas as religiões são escatológicas – com um inferno, paraíso e uma vida após a morte, etc. Entretanto, em sua essência, elas são muito diferentes; na verdade, opostas uma à outra. A Reforma destas religiões seguiu o mesmo caminho, mas, ao buscarem as origens de sua fé, elas tomaram direções opostas. O Islam não é uma continuação do Cristianismo, como Muhammad afirma, mas é uma crença anti-cristã em sua essência. O Cristianismo advoga a liberdade do homem e o Islam, a sua escravidão. Uma traz a mensagem da libertação; a outra, a da submissão.

O discurso da liberdade, tão essencial para o Cristianismo, é contrário ao que o Islam defende. Quando os muçulmanos carregam  cartazes que dizem “democracia é hipocrisia”, e “democracia, vá para o inferno”, em suas manifestações estridentes, eles estão expressando a verdadeira essência do Islam, que é anti-liberdade, anti-democrática, pró-escravidão e pró-subjugação.

Os muçulmanos não são livres para escolherem, mas sim devem obedecer a Alá e seu mensageiro. O Corão 33:36 diz:

وَمَا كَانَ لِمُؤْمِنٍ وَلَا مُؤْمِنَةٍ إِذَا قَضَى اللَّهُ وَرَسُولُهُ أَمْرًا أَن يَكُونَ لَهُمُ الْخِيَرَةُ مِنْ أَمْرِهِمْ وَمَن يَعْصِ اللَّهَ وَرَسُولَهُ فَقَدْ ضَلَّ ضَلَالًا مُّبِينًا

“E não convém que que um fiel e uma fiel tenham qualquer voz em seus assuntos quando Alá e seu Mensageiro decidiram um assunto; e quem quer que desobedeça a Alá e seu Mensageiro, certamente se desgarra.”

Não compete aos muçulmanos decidirem o que é bom para si. A decisão já foi tomada para eles e tudo que eles têm a fazer é obedecer, mesmo que não gostem.

كُتِبَ عَلَيْكُمُ الْقِتَالُ وَهُوَ كُرْهٌ لَّكُمْ وَعَسَى أَن تَكْرَهُواْ شَيْئًا وَهُوَ خَيْرٌ لَّكُمْ وَعَسَى أَن تُحِبُّواْ شَيْئًا وَهُوَ شَرٌّ لَّكُمْ وَاللّهُ يَعْلَمُ وَأَنتُمْ لاَ تَعْلَمُونَ

“Lutar é obrigatório para vós, mesmo que vos seja odioso; mas pode ser que vós odieis algo que vos seja bom e pode bem ser que ameis algo que vos seja mal : e Deus sabe, ao passo que vós não sabeis”.
(C: 2:216).

O Islam pode ser abstraído por seu nome: ‘Submissão.’ Alá é quem sabe. Portanto, o homem deve aceitar suas ordens, cegamente e sem hesitar.

A democracia significa o governo do povo e pelo povo. Na democracia, os homens fazem as leis. No Islam, a lei vem de Deus. O homem deve obedecer, masmo quando estas leis parecem contrárias à razão e são opressivas.

Esta é a razão pela qual os muçulmanos “moderados” não podem se opor ao apedrejamento de adúlteras, a matar os apóstatas e a outros abusos a seus correligionários muçulmanos praticantes, e seus protestos não passam de um teatro e isto, também, apenas para o consumo da mídia ocidental.

Tanto o Cristianismo quanto o Islam passaram por reformas. Eles fizeram caminhos semelhantes, mas terminaram em polos opostos. Enquanto a Reforma Cristã trouxe liberdade, o Iluminismo e a democracia, a reforma do Islam deu no terrorismo.

Ibn Taymiyyah e Ibn Abdul Wahhab foram reformadores do Islam. Entre os reformadores islâmicos contemporâneos, podemos citar Maududi* (1903 – 1979), que escreveu uma interpretação do Corão, e Sayyid Qutb*, (1906-1966) o principal intelectual da Irmandade Muçulmana nos anos 50 e 60, que foi a inspiração de todos os terroristas muçulmanos, incluindo o Ayatolá Khomeini* e Bin Laden*.

Reforma vs. Transformação

O que os assim chamados reformadores islâmicos de hoje estão propondo não é a reforma, mas a transformação do Islam. Ao contrário dos reformadores mencionados acima, estes novos aspirantes a reformadores não querem ir às origens do Islam, mas sim expurgar parte do Corão e a Xaria* inteira e inventar uma religião diferente, chamando-a de Islam.

Este é um raciocínio ilusório e impraticável, tanto lógica quanto logisticamente. E também está estritamente proibido no Corão.

Estes neoreformadores querem mudar o Islam em algo de diferente. Eles querem trazer bid’a para o Islam. Isto é possível? Os fiéis podem ter uma opinião contrária ao que o Corão diz? Já vimos que o Corão 33: 36 proíbe os fiéis de terem qualquer voz em seus PRÓPRIOS assuntos quando Alá e seu mensageiro fizeram suas escolhas. Como eles podem decidir o que é bom para a RELIGIÃO?

Quando o Corão diz, “Lutar é obrigatório para vós, mesmo que não gosteis,” a mensagem é clara. Este é Deus falando. Esta é a mensagem que se aceitou a priori. Então, como se pode discutir com Deus? Uma vez que se aceitou o Corão como a palavra de Deus, não se pode catar e escolher e descartar aquilo de que não se gosta. Isto está estritamente proibido, não só uma vez, mas repetidamente.

أَفَتُؤْمِنُونَ بِبَعْضِ الْكِتَابِ وَتَكْفُرُونَ بِبَعْضٍ فَمَا جَزَاء مَن يَفْعَلُ ذَلِكَ مِنكُمْ إِلاَّ خِزْيٌ فِي الْحَيَاةِ الدُّنْيَا وَيَوْمَ الْقِيَامَةِ يُرَدُّونَ إِلَى أَشَدِّ الْعَذَابِ وَمَا اللّهُ بِغَافِلٍ عَمَّا تَعْمَلُونَ

“Vós, então, negais em algumas partes a escritura divina e negais a verdade de outras partes? Qual, então, pode ser a recompensa daqueles entre vós que fazem tais coisas, senão a ignomínia na vida deste mundo e, no Dia da Ressurreição, ser entregue ao mais doloroso sofrimento? Pois Deus não está insciente do que fazeis.” (C.2:85)

أَفَغَيْرَ اللّهِ أَبْتَغِي حَكَمًا وَهُوَ الَّذِي أَنَزَلَ إِلَيْكُمُ الْكِتَابَ مُفَصَّلاً

C. 6:114 “Esperarei, então, o juízo de qualquer um que não Deus (a cerca do que é certo ou errado), se foi Ele que lançou sobre vós, desde as alturas, suas escrituras divinas, expondo claramente a verdade?”

وَإِن تُطِعْ أَكْثَرَ مَن فِي الأَرْضِ يُضِلُّوكَ عَن سَبِيلِ اللّهِ إِن يَتَّبِعُونَ إِلاَّ الظَّنَّ وَإِنْ هُمْ إِلاَّ يَخْرُصُونَ

C. 6:116 “Se tu tiveres que seguir o curso normal daqueles sobre a terra, eles te desviarão do caminho de Alá. Eles não seguem nada além de conjecturas: não fazem nada além de supor.”

إِنَّ الَّذِينَ يَكْتُمُونَ مَا أَنزَلَ اللّهُ مِنَ الْكِتَابِ وَيَشْتَرُونَ بِهِ ثَمَنًا قَلِيلاً أُولَـئِكَ مَا يَأْكُلُونَ فِي بُطُونِهِمْ إِلاَّ النَّارَ وَلاَ يُكَلِّمُهُمُ اللّهُ يَوْمَ الْقِيَامَةِ وَلاَ يُزَكِّيهِمْ وَلَهُمْ عَذَابٌ أَلِيمٌ

C. 2:174 “Verdadeiramente, quanto àqueles que suprimem um til da revelação que Deus lançou desde as alturas e o trocam por um parco ganho – eles nada mais fazem do que encher de fogo seus ventres. E Deus não falará com eles no Dia da Ressurreição, nem Ele os limpará (de seus pecados); e doloroso sofrimento os aguarda.”

Veja também: C. 16: 89 e  C. 39:23.

كَمَا أَنزَلْنَا عَلَى المُقْتَسِمِينَ الَّذِينَ جَعَلُوا الْقُرْآنَ عِضِين فَوَرَبِّكَ لَنَسْأَلَنَّهُمْ أَجْمَعِيْنَ:

C.15: 90-92 “Tomamos medidas a respeito dos que fazem divisões, os que quebram o Corão em partes. Portanto, pelo Senhor, Nós os chamaremos, certamente, a prestarem contas.”

وَلاَ مُبَدِّلَ لِكَلِمَاتِ اللّهِ

C. 6:34: “Não há quem possa alterar as palavras de Alá.”

لاَ تَبْدِيلَ لِكَلِمَاتِ اللّهِ ذَلِكَ هُوَ الْفَوْزُ الْعَظِيمُ

C.10:64: “Não se podem mudar as palavras de Alá, que é o Supremo Triunfo.”

وَاتْلُ مَا أُوحِيَ إِلَيْكَ مِن كِتَابِ رَبِّكَ لَا مُبَدِّلَ لِكَلِمَاتِهِ وَلَن تَجِدَ مِن دُونِهِ مُلْتَحَدًا

C.18:27 “E recitai o que vos foi revelado das escrituras de vosso Senhor. Não há quem possa mudar Suas palavras e encontrareis  refúgio a Seu lado.”

Como pode alguém afirmar que acredita no Corão e desconsiderar todos estes avisos?

Os assim chamados reformadores do Islam estão equivocados, na melhor hipótese e são enganadores, na pior. Seus esforços não devem ser saudados. Quaisquer que sejam suas intenções, sejam genuínas ou maliciosas, eles estão tapeando os não-muçulmanos e, como resultado, dando legitimidade a um credo perigosíssimo.

Os Bons, os maus e os feios*:

Os muçulmanos podem ser classificados em três categorias: os bons, os maus e os feios.

Os bons muçulmanos são os que seguem o Corão e os exemplos de Muhammad e se tornam terroristas.

Os maus muçulmanos são aqueles muçulmanos vira-folhas que não praticam o Islam completamente, não lêem o Corão, não rezam e raramente vão à mesquita, se é que vão. Seu conhecimento do Islam é deficiente, embora sua fé possa não ser necessariamente fraca. Entretanto, por causa de sua falta de compreensão a respeito do Islam, eles não alimentam nenhum sentimento ruim contra os não-muçulmanos, embora eles muitas vezes desconfiem deles. Eles lutam para melhorar suas vidas e viverem como os outros.

Muitos destes maus muçulmanos admitem que não são bons muçulmanos e esperam que por fim reunirão fé bastante para se tornarem bons muçulmanos. Estes são a maioria.

Os muçulmanos feios são aqueles que sabem a verdade sobre o Islam e mentem sobre ele. Eles dão o máximo de si para retratar  o Islam de forma positiva. Eles até concordam com você que os bons muçulmanos são maus e afirmam que o Islam foi sequestrado pelos bons muçulmanos.

Só a verdade pode nos libertar. Não se pode mudar a natureza do Islam edulcorando-o. Pode-se purificar uma água imunda e bebê-la. Pode-se até purificar a urina e torná-la em água potável. Mas pode-se purificar a gasolina o bastante para torná-la potável? A essência do Islam é perversa. Ele não é uma boa religião contaminada. Não se pode reformá-lo o bastante para torná-lo uma religião humanizada. Pode-se reformar o nazismo? A idéia toda é equivocada e absurda.

Qual o sentido de reformar uma religião fundada por um homem com distúrbios mentais e que cometeu tanta perversidade sobre a  Terra, que mentiu, enganou, rapinou, torturou, saqueou, pilhou, massacrou e cometeu os mais abomináveis crimes? Para que manter este culto vivo e sua memória honrada? Este homem merece desprezo, não reconhecimento.

Reformar o Islam é impossível. Ou é uma deturpação ou é um ardil. A jihad está baseada em dois pilares, a guerra e o engano. Não quero que ninguém se engane com as promessas tranquilizadoras dos reformadores muçulmanos. O Islam moderado não existe. É um mito.

Não confio nos muçulmanos que são contra a Xaria*. Eu não os entendo. O que eles dizem não bate. Não sei o que eles estão tramando. Eu não confio em pessoas que dizem, “Eu sou um seguidor de Muhammad, mas não sou um seguidor de Muhammad.” Há algo de esquisito, algo de disonesto e hipócrita em a sua afirmação.

Se você aí for um muçulmano, seja um muçulmano. Eu não concordo com você, mas pelo menos ou sei onde  você está e onde eu devo estar para me proteger de você. Mas se você for um muçulmano e contra o Islam e a Xaria*, eu não confio em você. Você é ou um tolo ou um patife. “Não és nem quente nem frio. Eu te vomitarei.”

Alguns destes assim chamados reformadores escondem suas identidades e rostos afirmando ‘temer os muçulmanos.’ Por que deveriam? Eles não estão dizendo nada que a CAIR não diz quando quer tapear os americanos com o ardil Islâmico. Isto é tudo uma farsa.

Reformar o Islam é impossível, mas, para transoformá-lo, seria necessária a autoridade divina. Só Deus pode mudar Suas palavras. Onde está esta autoridade divina? Se você puder catar e escolher no Corão, por que Osama bin Laden não teria o mesmo direito? Qual Islam é o Islam correto? Isto não levaria a mais divisão e luta entre os muçulmanos?

O único reformador sério do Islam foi Baha’u’llah* [fundador da religião Bahá'í]. Ele percebeu que o Islam não pode ser reformado. Então ele fundou uma nova religião e anunciou que estava investido da autoridade de Deus para anular todas as suas ordens anteriores no Corão.

Ele disse aos muçulmanos: “Embora vocês antes tivessem ordens para matarem os infiéis, agora, Deus quer que vocês amem a todos, independentemente de suas religiões. Embora antes Ele dissesse a vocês: ‘As mulheres são deficientes em inteligência, batam nelas se vocês receiaarem que elas podem desobedecer a vocês’, agora ele diz: ‘Homens e mulheres são iguais e dêem preferência à educação das filhas, porque elas serão as mães e as primeiras educadoras das futuras gerações’. Embora no primeiro despacho Deus tenha dito a vocês que todos os não-crentes vão para o inferno, agora ele diz que são os suas ações que importam e que sua fé sem boas ações não têm valor e que Ele não vai discriminar ninguém com base em sua crença. É a pureza do coração que importa e não o que vocês professam com suas línguas. Embora antes Ele tivesse construído uma imensa churrasaria para queimar os humanos por motivo de descrença, Ele na verdade a fechou. Ele quer que vocês o obedeçam por amor a Ele apenas e não porque vocês o temem. Embora antes ele dissesse “lutar é bom para vocês”, agora ele está cansado de toda esta luta e diz que a luta calha às bestas ferozes e as ações seletas calham aos humanos. Embora antes ele tivesse prometido virgens a vocês, não há virgens. Seus corpos apodrecerão aqui. As recompensas são de natureza espiritual, como a alegria e o amor. Não há um bordel no paraíso. E também não há castigo, exceto pelo arrependimento que você sentiria por ter perdido a chance de desenvolver membros espirituais neste mundo.

Isto requer coragem. Agora, isto aí foi no século 19, no meio da Pérsia xiita. É claro que Baha’u’llah foi posto em um calabouço e passou o resto de sua vida no exílio. Muitos de seus seguidores foram executados. Entretanto, há uma lógica neste argumento. A lógica é que só Deus tem a autoridade para abrogar Suas leis. Esta lógica permanece válida, até você perguntar: “O que Deus estava fumando quando enviou Muhammad? Baha’u’llah é o único reformador do Islam que possui credibilidade. Mas, novamente, a Religião Baha’i não é o Islam. É uma religião inteiramente diferente.

Não se pode reformar o Islam e não se pode transformá-lo. Todo o que se pode e se deve fazer é jogá-lo no lixo. Por favor, vamos parar com esta brincadeira. Ou seja um muçulmano e faça como Maomé disse ou abandone o Islam e não se torne um escudo para os terrorista. Não turve a água. Não se misture com o inimigo e pose como amigo. Esta é a mesma tática que os palestinos usam na guerra. Eles se misturam com os civis e crianças inocentes e tornam difícil para o inimigo os alvejarem. Vocês estão causando confusão. Vocês fornecem um escudo protetor para o inimigo. Eu não estou escrevendo isto para você. Eu sei que você não vai mudar. Você é um enganador. Eu estou escrevendo isto para os não-muçulmanos, para que eles não caiam em sua armadilha e não te dêem um pódium gratuito para enganá-los.

O Islam não pode ser reformado. Eles já tentaram isto de todas as maneiras imagináveis. Os mu’tazelis tentaram, os sufis tentaram, centenas de outras escolas, novas e velhas tentaram e todas falharam. Se você não tem estômago para a Xaria, para quê, afinal de contas, você mantem o Islam?  O lugar do Islam é na privada da história. Jogue ele lá e dê descarga. Livre-se dele e não se engane com esta besteira. Aceite a verdade. Sim, a verdade importa. O Islam é uma mentira. Maomé foi um golpista doente mental. Sai dessa e pare com esta farça ridícula de reforma.